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23 de fevereiro de 2011

Em busca do modelo 'perfeito'


É, 2011 está aí.
E mais um ano de ensaios puxados, longos e muito trabalho com a Invernada Adulta do CTG Candeeiro da Amizade rumo à mais um Enart.
A questão agora é achar um modelo para nosso novo vestido.

As pilchas são divididas em históricas e atual.

Históricas:

TRAJE CHIRIPÁ PRIMITIVO

Peões                                                                                                                                           Prendas
 - CHIRIPÁ-SAIA DE ALGODÃO                                                         -SAIA E BLUSA OU BATA 
- CHIRIPÁ-SAIA DE LÃZINHA                                                                 -SAIA E CASAQUINHO

Invernada Adulta - CTG Tropeiros do Sul
Invernada Adulta - CTG Tropeiros do Sul


TRAJE ESTANCIEIRO 
                                              

Invernada Adulta - CTG Potreiro Grande
 
 
Invernada Adulta - CTG Lenço Colorado



Invernada Adulta - CTG Lalau Miranda



TRAJE CHIRIPÁ FARROUPILHA 

Peões                                                                                                                                          Prendas
- CHIRIPÁ FARROUPILHA                                                                                    - SAIA E BLUSA
- SAIA E CASAQUINHO
- VESTIDO

Invernada Adulta - CTG Tiarayú

Invernada Adulta - CTG Lanceiros de Santa Cruz

Atual:
TRAJE ATUAL 

Peões                                                                                                                                          Prendas
- BOMBACHA                                                                                                             - SAIA E BLUSA
 - SAIA E CASAQUINHO
 - VESTIDO

Invernada Adulta - CTG Aldeia dos Anjos

Invernada Adulta -  CTG Lanceiros de Santa Cruz

Inernada Adulta - CTG Rancho da Saudade
Nossa atual pilcha é no estilo Estancieiro, mas, para esse ano mudaremos o nosso estilo para Chiripá Farroupilha, onde as prendas tem a opção de escolher entre saia e blusa, saia e casaquinho e vestido. Nossa escolha foi pelo vestido.
O MTG possue regras para cada estilo e as regras para o nosso vestido, nesse caso, são:

C – VESTIDO
Modelo: inteiro e cortado na cintura, cadeirão ou ainda corte princesa, com a barra da saia no peito do pé. Os cortes podem ser godê, meio-godê, franzido com ou sem babados, e em panos.
Mangas – longas, três quartos ou até o cotovelo, admitindose pequenos babados nos punhos, sendo vedado o uso de “mangas boca de sino” ou “morcego”. Devem ser justas aos ombros.
Decote – pequeno, sem expor ombros e os seios, podendo ter gola ou não.
Enfeites – de rendas, bordados, fitas, passa-fitas, gregas, viés, transelim, crochê, nervuras, plisses, favos. É permitida pintura miúda, com tintas para tecidos. Não usar pérolas e pedrarias, bem como, os dourados ou prateados e pintura à óleo e demais tintas ou purpurinas.
Tecidos - lisos ou com estampadas miúdas e delicadas. Podem ser usados tecidos mais pesados como brocado, tafetá e gorgorão, bem como microfibra, crepes, oxford. Não serão permitidos os tecidos brilhosos ou fosforescentes, transparentes, slinck, lurex, rendão e similares. Além de enfeites com pinturas a óleo, purpurinas, dourados e prateados.
Cores – devem ser harmoniosas, evitando-se contrastes chocantes e cítricos. Não usar preto nem nos detalhes, vestido branco, tampouco as combinações com as cores da bandeira do RS e Brasil.

C – SAIA DE ARMAÇÃO
Cor: branca
Modelo: leve e discreta. Se tiver babados, eles devem concentrar-se no rodado da saia, para evitar o excesso de armação. O comprimento deve ser inferior ao do vestido.

D – BOMBACHINHA
Tecido: leve, com enfeites de rendas discretas
Cor: branca
Modelo: comprimento abaixo do joelho, sempre mais curto que a saia ou vestido

F – MEIAS
- Longas o suficiente para não permitir a nudez das pernas.
Nas cores branca ou bege.

G – SAPATOS
- Sapatilha: nas cores preta, marrom e bege
- Botinha: nas cores preta ou marrom-escuro

H – CABELOS
- Devem estar semi-presos ou em tranças; enfeitados com flores naturais ou artificiais, sem brilhos ou purpurinas.
- Se estiver de vestido, a prenda tem a opção de usar o cabelo preso em coque, enfeitado com travessas de
pedrarias.

I – MAQUIAGEM
- Discreta, sem brilhos

J – JÓIAS
- Podem ser usados brincos, camafeu e anel de jóias ou imitações de predarias. 
Devem ser discretas.



16 de fevereiro de 2011

Dança

Convidada a responder o Tá Ligado? (caderno jovem do jornal Arauto, aqui da minha cidade) sobre dança, como ela faz parte da minha vida, que tipo de dança eu pratico e o quanto isso é importante para mim. Resolvi transformar a resposta em um post aqui para o blog.


Desde pequena sempre fui inquieta, sempre busquei atividades extras, até que descobri a dança. Comecei cedo, com cerca de seis anos, fazendo patinação artística, atividade essa que durou longos e bons anos. Durante esse período de patinação eu também descobri, através dos meus pais que freqüentavam um Centro de Tradições Gaúchas (CTG), a dança tradicional. Logo então ingressei na Invernada Mirim do CTG que desde então adotei como meu, o CTG Candeeiro da Amizade. Depois desse fato e do decorrer da idade passei a participar da Invernada Juvenil por algum tempo e desde o final de 2009 faço então, com muito orgulho, parte da atual Invernada Adulta.
   Dançar em uma Invernada requer muita dedicação, entrega e tempo. Devido a esses fatores uma invernada se torna uma família, um grupo de amigos que unida passa dia e noite juntos, se dedicando em busca de aperfeiçoamento, para alcançar assim grandes conquistas. Mas, uma invernada não vive apenas de seus dançarinos e instrutor, ela depende de todo o esforço doado pelos nossos pais, pela patronagem do CTG e por nossos amigos.
   É também devido a todo esse tempo que passamos juntos e a toda essa paixão que dividimos que grandes amores acabam aflorando dentro de um grupo, algo tão importante e que a dança também acabou me proporcionando, um grande amor.
  As danças tradicionais nos fazem viver momentos lindos, marcantes e únicos. São viagens, rodeios e eventos que além de nos acrescentarem mais experiência e aprendizado também aumentam, em cada um deles, o nosso amor pelas tradições gaúchas. Exemplo disso é participar de um ENART, onde, só em ir assistir o coração dispara e correm arrepios pelo corpo todo. Agora, imagine estar lá no tablado, ouvindo o nome do seu CTG sendo anunciado e em seguida aquela torcida linda passando toda a sua energia positiva.
  São minutos que passam tão rápido, onde cada detalhe faz toda a diferença, onde todo um ano de trabalho é julgado, mas nada é maior que a emoção que sentimos e a sensação de dever cumprido ao final da apresentação e de cada uma de tantas outras que fazemos durante o ano. E é assim, que cada noite mal dormida, cada dor muscular sentida durante dias e cada minuto de dedicação e esforço para manter viva as nossas tradições, valem muito a pena!

* Quando sair no jornal, posto aqui!